sábado, 21 de abril de 2007

Estudo dos fenômenos da percepção humana


O estudo dos fenômenos da percepção humana é muito importante no design de interfaces, isso porque o “usuário deve ‘perceber’ a informação apresentada na interface através dos sinais que a constituem”, a interação com computadores pode ser afetada pelo funcionamento de nossos mecanismos perceptuais, cognitivos, motores e da memória.

O software pode ser considerado como uma ferramenta e um instrumento de mediação. Através do software o professor, ou o aluno, pode estabelecer relações e estas serem utilizadas para a construção do conhecimento, pois pode “mediar o modo de representação das coisas através do pensamento formal, que é abstrato, lógico e analítico; é esse poder de representação que torna um mediador eficaz”.

Tecnologia na Escola Inclusiva e suas necessidades.


A introdução de novas tecnologias na escola deve favorecer a aquisição de novos conhecimentos e a capacidade de criação através de ambientes em que a ação mediadora possa ser eficientemente exercida. Os recursos tecnológicos são ferramentas que permitem ao usuário (aluno ou professor) construir, modelar fenômenos em quase todos os campos de conhecimento, deve ser utilizado para facilitar o processo de transmissão de informações além de favorecer a construção do saber.

Para utilização de software para a Educação Especial, é necessário que os aspectos da interface sejam altamente favoráveis. O termo interface pode ser definido como:
- Dispositivo que garante a comunicação entre dois sistemas informáticos distintos ou um sistema informático e uma rede de comunicação;
- • Interface homem-máquina para designar o conjunto de programas e aparelhos utilizados para permitir uma comunicação entre a máquina e seu usuário.






Inclusão um debate necessário!


Sabemos que o movimento de inclusão tem trazido visibilidade para a pessoa deficiente, ganhou mais espaço no debate acadêmico e no debate público. A partir das orientações e determinações legais, o aluno com necessidades educativas especiais deve receber apoio adicional ao programa regular de estudos, em vez de seguir um programa diferente.

A definição de deficiência visual apresentada no documento Parâmetros
Curriculares Nacionais (1998) refere-se à redução ou perda total da capacidade de ver com
o melhor olho e após a melhor correção ótica, e manifesta-se como:
• cegueira: perda da visão, em ambos os olhos, de menos de 0,1 no melhor olho após
correção, ou um campo visual não excedente a 20 graus, no maior meridiano do melhor
olho, mesmo com o uso de lentes de correção. Sob o enfoque educacional, a cegueira
representa a perda total ou o resíduo mínimo da visão que leva o indivíduo a necessitar do
método braille como meio de leitura e escrita, além de outros recursos didáticos e
equipamentos especiais para a sua educação;
• visão reduzida: acuidade visual dentre 6/20 e 6/60, no melhor olho, após correção
máxima. Sob o enfoque educacional, trata-se de resíduo visual que permite ao educando ler
impressos a tinta, desde que se empreguem recursos didáticos e equipamentos especiais”.

Para os portadores dessa necessidade especial, o acesso à educação comum muitas vezes é impossibilitado pela dificuldade de comunicação e a aquisição de informações. O acesso a tecnologia pode auxiliar o processo de comunicação e interação através de ferramentas específicas, robótica, telemática, há novos periféricos disponíveis e softwares em desenvolvimento objetivando atender os indivíduos que apresentam necessidades especiais. Dessa maneira, a forma de acesso comporta sistemas de simulação de periféricos (teclados, mouses, impressoras, etc...) por meio de acionadores binários; análise e síntese de voz ou acesso por som; sensores para possibilitar a movimentação de cegos; periféricos com sistema Braille; robótica; e o processo de interação/comunicação comporta tecnologias de hipermeios; telemática; desenvolvimento de softwares gerais e específicos para sistemas alternativos e aumentativos de comunicação, possibilitando ampliar o seu mundo de comunicação com outras pessoas, seu desenvolvimento e autonomia pessoal.

domingo, 15 de abril de 2007

UM POUCO DE HISTÓRIA...


Se olharmos para a História, tentando visualizar como os deficientes
eram vistos nas diferentes sociedades, não vamos enxergar um quadro bonito.
A cegueira, por exemplo, era tida como um castigo de Deus e um peso para
sociedade, e assim, o indivíduo era em geral marginalizado ou morto. Ainda
hoje, nas sociedades indígenas mais afastadas, quando nasce uma criança
deficiente, ela é deixada, recém-nascida, para ser comida pelos animais na
floresta, com plena justificativa religiosa de alimentar os deuses.
Nossa sociedade, dita evoluída, também faz suas barbaridades. Em
muitos casos, quando a deficiência não é congênita, mas adquirida por um
acidente ou velhice, a família com freqüência isola o indivíduo sob as mais
variadas formas, desde a sua transformação em mendigo, no caso de pessoas
pobres, até a reclusão permanente em casa ou em asilos, no caso de pessoas
ricas.


"Deficiência é toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função
psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o
desempenho de atividades, dentro do padrão considerado normal para o
ser humano." (Decreto 3.298 de 20/12/1999)

Acessibilidade e Inclusão: tudo a ver.

Como ficou claro, no modelo atual, que adota o princípio da Vida Independente, acessibilidade e inclusão são conceitos chave.
O conceito de inclusão é recente em nossa cultura. Estamos começando a usar esta palavra. Como qualquer situação nova, a inclusão incomoda, desperta curiosidade, indiferença ou negação, encontra adeptos e também críticos; envolve praticamente todas as esferas do social, apontando para a necessidade de repensar, de alterar hábitos, posturas, atitudes, começando pelo plano individual, tirando-nos de nossa costumeira zona de conforto: temos que abrir espaço em nosso mundinho interno para que mais pessoas caibam nele.
A sociedade acessível garante qualidade de vida para todos; portanto, é um compromisso que deve ser assumido por todos nós, em nossas respectivas esferas de ação e influência. Como diz um site português sobre Acessibilidade:

"Para a maioria das pessoas, a tecnologia torna a vida mais fácil. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna a vida possível."

http://www.bengalalegal.com/martagil.php

domingo, 8 de abril de 2007

Um Olhar Diferente

Esse blog foi elaborado pelas alunas Maristela, Michele, Mireila e Nilva. Somos alunas do curso PROA-RS, turma 03. Iremos discutir e estudar o tema - Pessoas com deficiência visual/cegueira e Tecnologias (caracterísitcas sobre deficiência visual + tecnologias assistivas e outras tecnologias de aprendizagem para estas pessoas).